O que significam as cores no Ano Novo

No Réveillon, muitas pessoas se apegam a costumes e tradições para começar o ano da melhor forma possível, com energias renovadas e a esperança de dias melhores. Parte desses rituais envolve a escolha das cores das roupas, que costumam simbolizar desejos para o novo ciclo. Para te ajudar nisso, o BDI explica neste artigo o que significam as cores no Ano Novo.

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As cores no Ano Novo

A tradição de escolher cores específicas para o Réveillon é comum em vários lugares, mas no Brasil ela ganha contornos mais profundos. Por aqui, o simbolismo se mistura à espiritualidade e às superstições populares de uma forma única: enquanto a norma social sugere o branco para a roupa principal, os desejos mais íntimos (amor, dinheiro, paixão) acabam sendo delegados aos acessórios ou, classicamente, à cor da roupa íntima.

Cada tom carrega uma intenção energética diferente. O amarelo, por exemplo, é popularmente ligado à riqueza, mas também representa a criatividade. Já o vermelho busca a paixão e a força de vontade. Essa “psicologia das cores” brasileira transforma o ato de se vestir em um primeiro ato de fé para o ciclo que se inicia, unindo estética e espiritualidade.

Qual cor escolher para o Ano Novo?

Cada pessoa possui desejos distintos para o que deseja no Ano Novo. Algumas buscam mudança, novas experiências e aventuras; outras buscam estabilidade, tranquilidade e serenidade. É baseado nestes desejos que se deve escolher bem quais as cores de roupa para atingir estes objetivos. Então, confira a lista para saber o que faz mais sentido.

  • Branco: é a escolha de cor mais comum para o ano novo. Representa pureza, paz, harmonia;
  • Vermelho: está associada a paixão, coragem e ousadia. Ideal para quem busca começar novos projetos, ciclos ou estabelecer metas claras para o futuro;
  • Azul: representa afetividade, serenidade e responsabilidade. Servirá para aqueles que querem estreitar os laços com amigos, parceiros amorosos e familiares;
  • Amarelo: é a escolha para quem quer trazer mais alegria, entusiasmo. É uma cor que pode alavancar criatividade, expressão de maneira autêntica e a utilização da comunicação para atrair oportunidades;
  • Verde: está associada à renovação, crescimento e esperança. Sinaliza construção de uma base sólida para o futuro;
  • Laranja: traz vitalidade, alegria e determinação. Pode trazer a superação de medos ou resistências para assumir novos papéis e responsabilidades;
  • Roxo: é uma cor que está ligada ao autoconhecimento, intuição, sensibilidade e espiritualidade. Tem o potencial de ajudar em momentos de introspecção e solidão;
  • Marrom: representa principalmente estabilidade. Ideal para quem precisa de estrutura e solidez na vida profissional e financeira;
  • Rosa: representa delicadeza, cuidado, amor e paixão de forma estável. É uma cor que promete flexibilidade e harmonia; 
  • Dourado: aponta prosperidade, abundância e sucesso. Escolha para pessoas ambiciosas que querem dar o próximo passo em suas vidas;
  • Preto: é a cor que representa poder, sofisticação e elegância. Para muitos ela remete à más energias, mas não é necessariamente o caso.

Combinação de cores

Foto: Unsplash

Quando se tem muitos desejos e expectativas diferentes, talvez a melhor opção seja misturar várias cores. Saiba quais são algumas das combinações possíveis.

  • Vermelho e laranja: traz força, ousadia e coragem. Ideal para quem busca viver um novo ano de forma intensa e destemida;
  • Azul e Verde: sinaliza serenidade com estabilidade e saúde. Uma boa opção para viver em comunhão e de forma tranquila com amigos, família e parceiros amorosos;
  • Branco e Dourado: representa paz e prosperidade. É o equilíbrio entre renovação, boas energias e sucesso;
  • Roxo e Rosa: aponta o encontro entre o amor, cuidado e autoconhecimento. Boa escolha para se reencontrar com si de forma harmoniosa;
  • Amarelo e Marrom: pode trazer a alegria e entusiasmo para o processo de se estabilizar de forma confortável na vida.

A história por trás da escolha de cores no Ano Novo

O hábito nacional de vestir branco na virada não nasceu da moda, mas sim da fé. A raiz está nas religiões de matriz africana, como o Candomblé e a Umbanda, onde o branco é a cor de Oxalá — o orixá associado à criação e à paz — e também é usado para homenagear Iemanjá nas ofertas à beira-mar.

O costume, que já era forte na Bahia com a Lavagem do Bonfim, ganhou projeção nacional a partir da década de 1970, no Rio de Janeiro. À medida que as celebrações nas praias de Copacabana ganharam fama e foram transmitidas pela TV e retratadas em novelas, o traje dos praticantes religiosos passou a ser admirado e copiado por turistas e pela população em geral. Com o tempo, o branco deixou de ser visto apenas como um símbolo religioso e se consolidou como o “traje oficial” do brasileiro para atrair boas energias e purificação no Ano Novo.

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